Pode me chamar de Gata.
Minha idade tenho que fazer as
contas... afinal, tenho 7 vidas!
Vivo pulando nos telhados
de Sampa.
Adoro tudo que a vida nos dá
de melhor, só arranho e faço bico
para HIPOCRISIA.
Curto muito dançar, viajar, ler,
e dormir. Gostos músicais, todos,
totalmente eclética.
Costumo falar muito, acho que
é meu defeito. Falo o que penso,
na hora certa. Entender a humanidade é
meu desafio.
Uma qualidade ser sincera e verdadeira.
Simples de tudo,vivo naturalmente,
como de tudo e
e adoro leite...afinal...miauuuu....
sou uma felina!
Uma frase que diz o que penso:
"É preciso amar, as pessoas, como se não
houvesse amanhã."
Bom, agora que sabe um cadinho de mim,
sinta-se a vontade!
Leia, cante e comente!
Miau...!!!!









Estou...
Meu humor atual - i*Eu!

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Dirijam vossas vidas,
seja na tristeza,
seja na alegria,
sempre derramando pétalas,
assim como as flores.
As flores, seja dia, seja noite,
haja chuva, haja sol
enviam para o ar que respiramos
todo o perfume que contem,
lembrando aos homens
que a vida perfumada
segue mais além.

Espalhemos nossas essências de amor
perfumando a vida daqueles
que nem sequer sabem admirar uma flor,
ou nunca pararam para apreciar
a beleza gratuita feita
pelo nosso Pai com amor,
para que os homens se inspirassem
na simplicidade e beleza
de uma simples flor.

Se colhida e dedicada a alguém significa amor.
Sejamos apenas simplesmente uma flor.
Atuemos em estado de graça,
espalhemos beleza onde existe tristeza.
Colhamos as dores alheias
e nos transformemos em buquê de flores
para oferecermos o nosso amor a todos,
com a mesma graça beleza e cor.

Apenas uma flor.

O exemplo da flor bastará
para uma transformação de muito amor.
Não importa, jasmim, rosa, cravo,
não importa a flor,
o importante é que espalhemos
as pétalas de nosso amor.

Sejamos Flor!
Sejamos Amor!



::Arranhado pela - 11:04 PM

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TRIBUTO AOS HERÓIS (Paulo Sant'ana)

Não sei se cabe ao governo ou à sociedade gaúcha, homenagear os três heróis da barragem de Erechim
onde afundou o ônibus escolar em que morreram 17 crianças.
Talvez fosse imprescindível tributar a eles um preito inesquecível de agradecimento.
É que os meninos Lucas Vezzaro, com 14 anos, o adolescente Mateus Capra, com 17 anos, e o operador
de máquinas Valdecir Antonio dos Santos, com 36 anos, escreveram durante a tragédia um dos mais
belos capítulos de solidariedade humana e heroísmo que o nosso Estado já testemunhou em todos os tempos.

O operador Valdecir, tão pronto o ônibus se precipitou para a barragem, atirou-se nas águas e saiu a salvar,
com a ajuda de outras pessoas, cinco crianças que estavam no ônibus ou se debatiam fora dele sem saber nadar.

O adolescente Mateus estava no ônibus entre os outros alunos. Conseguiu safar-se por uma janela, nadou até a margem, mas lá percebeu que as outras crianças lutavam para sair do veículo submerso.
Tirou a roupa depressa, desvencilhou-se do aparelho dentário e mergulhou novamente na água, indo até o ônibus e resgatando de dentro e fora dele, quatro colegas que não sabiam nadar.

E o exemplo do garoto Lucas, de apenas 14 anos, é o que cala mais profundo em nossas consciências.
Porque antes de perder a vida, salvou duas meninas, uma de cada vez...elas tiveram calma e foram trazidas para a margem. Atirou-se novamente para salvar uma terceira menina, por ironia do destino a que ele amava, e pretendia no seu sonho infantil casar-se com ela quando se tornasse adulto.
Não voltou o bravo menino Lucas, morreu, talvez extenuado pelos dois outros salvamentos que praticara, talvez abraçado à menina Adriane, que ele amava, na clássica situação da afogada que esta sendo salva, desesperada, impedindo os movimentos de seu salvador.
Morreram os dois na água gelada da barragem.

Que força estranha e mágica - e sublime - arremessou esses dois meninos para a extrema coragem e renúncia de seu exemplar gesto?
Onde foram buscar essa bravura e tamanha dignidade?
Que sopro divino no coração do menino Lucas elevou-o primeiro ao heroísmo e logo em seguida ao martírio?
Um menino de apenas 14 anos, com a integridade de caráter e emocional de um homem maduro, formado e íntegro! Que estupenda noção de dever!
Que apurado senso de responsabilidade solidária!
Que amor ao próximo!
Que dádiva de coração! Que exemplo!
Quantas crianças, quantos meninos e meninas deste Brasil que depende de seus filhos têm o mesmo valor, a mesma fibra desses dois meninos e aguardam apenas a oportunidade para demonstrá-lo e elevar seu País ao plano ideal de seu destino?

Só agora, com o exemplo magistral do operador Valdecir, dos garotos Lucas e Mateus, gaúchos que honram seu pago e a sua Pátria, é que fui compreender a legitimidade do verso principal do Hino Rio-Grandense que me parecia antes jactancioso:


"Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra".


Colunista Paulo Sant'ana
Jornal Zero Hora, Porto Alegre, Domingo, 26/09/2004



::Arranhado pela - 2:32 PM

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"Se vê melhor com o coração, o essencial é invisível para os olhos.(Saint Exupery)"